Poesias, contos e estória nenhuma!

Tuesday, December 19, 2006

Natal... What is it?

Então...
está chegando o Natal!
E as pessoas agora se lembram de refletir sobre tudo o que aprontaram durante os mais de 360 dias do ano!
Olhos, que antes estavam fechados, agora se abrem p´ra enxergar a tão falada beleza do ser humano.
Há aqueles que mandam cartões cheios de sentimentalismo...Há aqueles que escrevem belas poesias e entregam cestas de presentes em creches e orfanatos!
Baixa aquele espírito natalino de solidariedade em todo mundo!
Alguns se preocupam com tantos detalhes sutis que se perdem na primeira esquina!
Outros se misturam aos famigerados apenas para não deixar passar em branco o dia do nascimento de Cristo!
Amém!
Ainda tem gente que lembra que essa data não é só comercial!
Mas e a falsidade?
Francamente!
Não me cumprimentem!
Não me beijem no rosto aqueles que não me superaram o ano todo!
Nunca suportei essa idéia de felicidade que as pessoas fingem ter nessa época!
Coisa mais blasè, mais frágil!

Filhos beijam os pais.Mães se derretem em lágrimas na missa do Galo!
Mas e Jesus Cristo?
Por onde ele anda que deixa o seu dia se tranformar numa comemoração surreal?
Ora... existem crianças passando fome o ano todo na rua.
Existem vizinhos que a gente não suporta e, de repente, por conta do tal espírito natalino, estamos abraçando, desejando "BOAS FESTAS!"

Vamos parar com essa maledicência!Natal é coisa muito boa!
Mas para aqueles que sabem como curtí-lo!
É um dia comum como qualquer outro. Com uma diferença: _ o dia do nascimento de Cristo!
Dia da paz...Mas, perdão amigos, que paz é essa que a gente só sente uma vez por ano?
( ... )

E quer saber?
Não venham me cumprimentar aqueles a quem eu não suporto.
Nem aqueles que fingem gostar de mim!
Eu não sou ridículo!
Não sou uma besta estúpida que anda pelas ruas cumprimentando prostitutas e mendigos _ a menos que estes sejam meus amigos, porque, sim, eu tenho um monte!_ somente porque é um dia alegre!
Que alegria mais hipócrita!
Que fantasia mais antropofágica!
Vamos dormir dentro de nós mesmos e acordar com a certeza de termos feito nosso melhor por 12 meses, não num só dia!
Até porque todo mundo peca!
Todo mundo transa; todo mundo beija na boca e todo mundo ri um pouco das desgraças alheias...
Portanto, em 2007 seja você mesmo!
Leia Guimarães Rosa sentado no vaso sanitário!
Escute um pouco de funk e dance até o chão, sem achar que está pecando!
Coma quem você quiser!
E se doe mais!
Seja num hospital público ou na cama!
Pare de envergonhar de ser pobre ou rico!
Pare de maltratar seu ego, acreditando que você se basta!
Pare, por um minuto que seja, de pensar na vida alheia!
Que se danem os vizinhos infelizes.
Que se danem seus inimigos!
Vire a cara p'ra eles. O ano todo, viu?
E ouça mais a sua voz! Mesmo que esta pareça um miado de gato!
Sonhe mais! E lute por seus sonhos!
Seja monossilábico, metafórico e hiporbolista de vez em quando.
Ou sempre! Ou tudo de uma vez!
Seja franco!
Seja falso quando precisar! E se não precisar também. Todo mundo é com você.

Ah... e nunca confie cegamente nos elogios das pessoas.
Muitas vezes eles te cegam!
Muitas vezes elogios exacerbados representam inveja!
E dê mais atenção às críticas. Elas nos derrubam; nos levantam e nos satisfazem no final das contas!
Erre quantas vezes quiser e seja feliz,sempre!
Não só um dia!

E tenho dito!

Nada de Feliz Natal e próspero Ano Novo!

E sim...
Alegria...
Saúde...
Sexo...
Música...
Família...
Amigos...
Deus...
Acreditar...
Não nessa ordem, claro!

Daniel Amarhal!
( No espírito de solidariedade! kkk!!! )

Friday, December 15, 2006

O casal desnaturado!!!

Será que dá p'ra prestar um pouco de atenção aqui?
( Oswaldo olha e presta a atenção pedida... )
Pois bem! Tenho uma coisa pra te falar. E espero que você não se assuste!
( Oswaldo pára. Olha p'ra Renato e balança a cabeça como quem pede que ele prossiga... )
Oswaldo. É o seguinte: Traí você com uma mulher! Mas me arrependi! E só estou te contando que é p'ra você não achar que não presto!
( O outro sorri! Nada diz! )
Você não vai acreditar. Ela me colocou de quatro e queria porque queria me chupar as pregas!
( Risos novamente! )
Você acha engraçado? Pois saiba que foi constrangedor! Aquela louca dizendo que queria me enrabar. Como? Será que ela tinha um pau no meio das pernas?
( Oswaldo abre a boca. Pergunta o nome da mulher. )
Pra que você quer saber? Que diferença isso faz?
( Risos escassos! Oswaldo fica sério! )
Ora, venha me dizer que você também me traiu?
( Boca aberta outra vez... Sim! E acho ainda que foi com a mesma mulher! )
Como assim? Você está querendo me dizer que também saiu com a Marina-Racha-de-Ouro?
( Parece que sim! Ele só acena a cabeça! )
Não acredito!
( Pois pode acreditar! Mas em mim ela não fez nada! Eu que fiz tudo! )
Ahn? Que nojo!
( Ora, ora, ora... Nojo você devia ter por ter se entregado à língua dela! )
E quem disse que eu me entreguei?
( Você mesmo! Seu idiota estúpido! )
Ai, que ódio! Eu nunca vou ser ativo!
( Quem manda ter um pau do tamanho de um bonde? )

Choro nada contido!
Belezura efêmera!
( Risos de Oswaldo!!! )

por Daniel Amarhal
O casal desnaturado

Bate-papo

_ Procurei você por toda parte. Onde você estava?
_ Ora, baby, eu estava procurando você também!
_ Aonde?
_ Nem sei mais! Fui em todos os lugares desse mundo e nada encontrei!
_ Pena! Porque eu só te procurei em um lugar...
_ Aonde? Me diga...
_ No meu coração! Mas você estava no coração de outro!

(...)

_ Olá! Tudo bem com você?
_ Bem, sim! E você! Há quanto tempo!
_ Pois é ! Muito tempo...
_ Como andam as coisas?
_ Ah, muita coisa aconteceu desde aquele dia!
_ O quê? Quer falar?
_ Nada! Apenas descobri que era você que eu amava!
_ Era?
_ Sim, era! Porque agora estou me amando primeiro!

(...)

_ Isso é ótimo!!!

Bate-papo... sentimentos contraditórios!

por Daniel Amarhal

re/fazendo a maestria!

Pra que mentiras se a verdade é o que me conforta?

Pra que estórias repetidas se posso eu mesmo escrever uma nova a cada dia?

Pra que amigos sensatos se o que me alegra no ser humano é a embriaguez?

Pra que batidas eletrônicas se o que me conforta são canções de amor?

Pra que poesias se o que me sustenta são contos eróticos?

Pra que palavras rudes se o que me mantém de pé são as frases sartrianas?

Pra que filosofar se na hora H a gente nem fala termos técnicos?

Pra que beijar na boca se o que me alivia é o regozijo alheio?

Pra que manias se as minhas só me entregam?

Pra quê?
Pra que perguntas se as respostas me fogem?

por Daniel Amarhal
re/fazendo a maestria!

Wednesday, December 06, 2006

Eu preciso de você...

Eu precido de você, mas te deixo ir;
preciso da sua liberdade, de sua real alegria.
Não te quero por momentos pra depois ter que passar a vida tentando te esquecer.
Eu preciso de seu corpo revelado no meu, de seu perfume me envolvendo o estômago e de sua quietude na hora do amor.
Não preciso de desculpas, nem de confetes.
Preciso de sua mão enluvando a minha.

Eu preciso de você, mas nada cobro.
Sei de suas dúvidas, de seus sentimentos.
Sei até das cobranças que faz a si mesmo.
Não quero te obrigar a nada.
O amor que tenho já é suficiente p'ra nós dois e você não precisa se culpar por isso!

Eu preciso de você, mas te entrego.
Te abro meu peito, me refaço.
Tenho o seu olhar me guiando à luz!
Não te quero pela metade...
E se for pra ser meu que seja
Senão é melhor que fique como está!
Porque o que te faz mal me machuca
E o que te faz bem me enobrece!

Eu preciso de você...
Por Daniel Amaral (04/08/2005)

Desatando nós

Desatando nós, eu vou
Lembrando de nós, estou
E aquele beijo de adeus
o vento levou...

Vou andando a sós, eu vou
Desatando os nós, estou
Eu vou relembrando tudo aquilo que você me deu,
passou!

Desatando nós, lá vou
Relembrando só, o amor
E cicatrizando meu pobre coração
que por você se apaixonou!

Lá vou, lá vou, lá vou
A sós por uma rua sem fim
Deixei p'ra trás o meu amor
que nunca, se quer, gostou de mim.

Vou andando a sós, eu vou
Desatando os nós, estou
Desatando os nós que fui fazendo pela vida
Dei amor demais, agora estou sozinho
Chorando pelos cantos, sem carinho!

Desatando nós

por Daniel Amaral

Carta sem remetente

Eu sou o tempo passado que Carolina não viu
As rosas ofertadas, em alto grau de incumbência, à Yemanjá.
Sou a felicidade que nunca vai embora, mas que deixa saudade no peito dos que a conhece.
Um jardim proibido, mas refúgio dos fortes!

Eu sou a luz que nunca se apaga, um ar não condicionado reservado a poucos.
Sou um caso de descaso do acaso de Deus.
A mais perfeita tradução dos poemas de Fernando Pessoa, contemporâneo até no que é arcaico!
Uma música que Caetano não cantou e que Chico ainda não traduziu.

Eu sou a verdadeira imagem de Eros.
A anti-filosofia antropofágica de Tarsila.
Sou um quadro de Mirò. Que poucos entendem, mas cheio de estilo, personalidade e cor.
A voz de Orfeu.
A insensatez de Rita.
Preso na cruz de Deus.
A santa e bendita ceia de Baco!

Eu sou um ser humano não explicado por Freud.
Amado e odiado como tanta gente.
Amado pelos que me cercam.
Odiado pelos que me invejam!
Sou assim, mas sou só isso.
Um ser carente. De gente, da gente...
Carta sem remetente!

Carta sem remetente

por Daniel Amaral (janeiro de 2005)