
Em meio à incerteza,
encontro uma razão.
Me permito sonhar...
Mesmo que seja em vão!
Oh ser que habita o imaginário alheio,
és tú, forte e impávido
a ponto de me tornar nobre?
Ora, palavras me fogem da boca.
Soam como pluma reluzente escapando dos dedos.
Não existe lamento nem sedução.
É a alma que se deixa inebriar
por um copo de luxo!
Não existe destino. Nem ferrugem nos trilhos.
Nem mesmo existe a lua para roubar o seu brilho!
Nada tem páreo! Nem o sol. Nem o mar!
_Nada!
Em meio à incerteza,
uma solução!
A vaidade que aflige;
Narciso no chão!
Piegas? _Sim!
Hiperbólico? _Não!
Ode a Carlos Makenzine II
por Daniel Amaral (sem data)

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